terça-feira, 24 de agosto de 2010

Billabong Girls 2010: As melhores surfistas do mundo voltam ao Estoril

As melhores surfistas do mundo vão estar de novo em Portugal, entre 7 e 9 de Maio, para o Estoril Surf Billabong Girls 2010, que este ano terá como sede a praia de S. Pedro do Estoril.

Esta será a quarta etapa (entre oito, no total) do Circuito Mundial de Surf de
Qualificação (WQS), mas apenas a segunda com a pontuação máxima atribuída (seis
estrelas), depois da recente etapa de Margaret River, na Austrália e, por isso, de importância extrema para todas as surfistas que têm como objectivo qualificar-se ou manter-se na elite mundial – o World Tour (WT) – reservada apenas às 17 melhores.

Com cerca de 35.000 dólares de premiação total, o Estoril Surf Billabong Girls 2010 – WQS de 6 estrelas será também a primeira prova a contar para a atribuição do título europeu deste ano, conquistado em 09 pela francesa Lee Ann Curren, precisamente em Portugal (Francisca Pereira dos Santos foi a melhor atleta portuguesa, no quarto lugar do ranking europeu 09).

A filha do lendário surfista norte-americano Tom Curren (ex-tri-campeão mundial)
vai voltar ao Estoril este ano, mas já como membro de pleno direito do World Tour Feminino 2010, onde é estreante, também graças aos resultados obtidos aqui no ano passado.

Além de Lee Ann, que já venceu a etapa do WQS do Estoril Surf Billabong Girls, em 2007, estão confirmadas mais oito nomes do WT feminino - Sally Fitzgibbons (AUS), vencedora do ano passado, Claire Bevilacqua (AUS), Jessy Miley-Dyer (AUS), Paige Hareb (NZL), Bruna Schmitz (BRA), Nikita Robb (AfS), Rosanne Hodge (AfS) e Amee Donohoe (AUS).

Como apenas 60 surfistas podem participar nesta etapa do WQS, a maior parte das
melhores surfistas mundiais já confirmaram a sua presença. Assim, além dos nomes
sonantes do WT, vamos poder ver também as fantásticas performances de
Jacqueline Silva (BRA), vencedora no Estoril em 08, Alana Blanchard (HAW), Laurina McGrath (AUS) e Nicola Atherton (AUS), todas ex-competidoras do WT; Tyler Wright(AUS), actual bi-campeã mundial de juniores e a atleta mais jovem de sempre a ter vencido uma etapa do WT (em 08, com 14 anos, em Sydney), Malia Manuel (HAW), vencedora de um WQS de 6* nos EUA, em 2009, Bethany Hamilton (HAW), a mediática surfista que foi mordida por um tubarão e que quase conseguiu a qualificação para o WT em 09, Pauline Ado (FRA), ex-campeã europeia e mundial de juniores, Bianca Buitendag (AfS), campeã mundial sub-16, bem como as campeãs nacionais portuguesas Joana Rocha (2009), Carina Duarte (2008) e Francisca Pereira dos Santos (2007).

A prova de 09 teve como vencedora a australiana Sally Fitzgibbons, que protagonizou uma final de altíssimo nível juntamente com a havaiana Coco Ho, em
ondas excelentes e com pontuações elevadíssimas, acima dos 9 pontos em 10
possíveis.

A dupla de jovens atletas, então com 18 anos, acabou por mostrar ao mundo o que
tanto se esperava da sua geração e, não por acaso, Sally e Coco acabaram também
por discutir entre si o título de estreante (rookie) do ano no World Tour 09, vencido pela havaiana, que também conquistou o título do circuito WQS 09.
A vice-campeã desse circuito foi uma das semi-finalistas no Estoril (em 2008 e
2009), a australiana Jessi Miley-Dyer, a par de outra jovem promessa, a também
havaiana Carissa Moore, agora com 17 anos e a “rookie” mais nova do World Tour
feminino 2010.

A localização da sede do Estoril Surf Billabong Girls 2010 na praia de S. Pedro do Estoril é também uma novidade, que muito tem a haver com os dois dias de ondas absolutamente de gala que deram à prova de 09 a designação de “melhor evento do ano”, atribuído pelas atletas.

“Estamos muito satisfeitos por anunciar S. Pedro do Estoril – o berço do surf
nacional! – como palco principal para o evento deste ano,” afirmou Miguel Ruivo, o director de prova. “As atletas que aqui competiram em 09 ficaram estupefactas com a qualidade das ondas que apanharam e referiram isso no balanço de final do ano.
Por isso, achámos por bem tornar a sua localização como ‘sede oficial’ este ano, ao invés de ‘palco alternativo’, mas sempre mantendo a praia do Guincho como alternativa para os dias de ondas mais pequenas,” concluiu o ex-campeão nacional e um dos surfistas portugueses mais respeitados.

Mas o Estoril Surf Billabong Girls não vai contar apenas com esta etapa do circuito mundial de surf feminino. Na realidade, entre 7 e 9 de Maio próximos, a praia de S. Pedro do Estoril vai ser o palco para três dias de festa, com música, dança e muito surf.

A par do WQS de 6 estrelas, o Estoril Surf Billabong Girls 2010 vai também contar com o Troféu de Surf Feminino, uma competição por equipas entre sócias/alunas de clubes e escolas de surf, naquela que poderá ser a maior prova de surf feminino alguma vez realizada em Portugal.

Em jogo estarão 3000 euros, o maior prémio alguma vez atribuído a uma prova de
surf feminino em Portugal, a ser repartido pelos três melhores clubes das zonas
Norte, Centro e Sul, além de prémios individuais para várias surfistas.

Aberto a todas as surfistas interessadas, federadas ou não (com a única exclusão
para as Top 10 do ranking nacional de surf feminino ANS 09), com maior ou menor
experiência, a ideia é que formem uma equipa com um grupo de amigas e que
compareçam, de forma a tornar este evento na maior celebração do que é ser
mulher-surfista.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Conheça as gírias e o vocabulário do surf

Se você tem alguma dúvida quanto aos termos usados no surf, confira abaixo nosso dicionário de gírias e jargões do esporte:

360º - Além de ser o nome deste site pra lá de radical é uma manobra em que o surfista executa uma volta completa em torno de si mesmo (com sua prancha) e continua na mesma direção.

Abar - Quando "filam" suas coisas no surf, tipo: rango, parafina...

ABRASP - Associação Brasileira de Surf Profissional

Aerial 360º - Variação dificílima da manobra citada acima, onde o surfista executa a mesma durante um vôo com a prancha.

Aloha - Saudação havaiana de boas vindas.

Amador - Atleta que não recebe salário.

Amarradão - Quando uma pessoa está muito feliz!

Arrebentar - Se sair muito bem em uma determinada situação.

ASP - Association of Surfing Professional

Astrodeck - material feito com borracha especial, aplicado sobre a prancha, servindo assim como anti-derrapante.

Aussie - surfista australiano.

Back door - Parte da onda que quebra da direita para a esquerda - para quem está olhando da praia.

Back side - É quando o surfista pega onda posicionando-se de costas para ela.

Back Wash - Pororoca, ou seja, onda que vem ao contrário, da direção da areia.

Batida - Manobra em que o surfista acerta a crista da onda com a parte de baixo da prancha.

Beach Break - Praia com fundo de areia.

Big rider - Surfista que é bom e gosta de pegar ondas grandes.

Bóia - é o cara que fica parado dentro da água e a galera passa por ele e pega as ondas, serve de bóia...

Boia (2) - Ponto flutuante colocado em competições no outside da arrebentação, pelo qual o surfista competidor deve efetuar uma passagem para ganhar a prioridade de pegar uma onda.

Bolha - área da prancha que se encontra danificada, podendo estar ou não com água. A princípio a área fica fofa.

Bottom (Fundo) - Parte do fundo da prancha (onde ficam as quilhas).

Bottom Turn (Cavada) - Manobra onde o surfista faz uma curva na base da onda em direção do lip (crista da onda).

Brother - Expressão usada no cumprimento de surfistas ou amigos próximos. (Fala, Brother!)

Cabrerão - Medroso, froucho, bundão.

Cabuloso - Doideira, esquisito, estranho.

Caldo - Quando o surfista cai da prancha.

Camisinha - Capa de prancha de tecido elástico que ao ser colocada na prancha se assemelha a um preservativo.

Casca grossa - Surfista muito bom em determinadas características / situação difícil.

Cavada - Mesmo que bottom turn.

CBS - Confederação Brasileira de Surf Amador.

Colocar Pilha (Pilhar) - Incentivar fazendo pressão / Aborrecer.

Copinho - local da prancha onde se coloca a cordinha, leash ou strep.

Crowd - Muita gente surfando numa mesma área.

Cut back - Manobra em que o surfista volta na direção contrária da onda e depois retorna na direção normal, formando um 's'.

Deck - Parte de cima da prancha (onde o surfista pisa).

Do Surf - Que faz parte da tribo do surf/ Massa, Doidera, Legal.

Drop - Significa descer a onda da crista até a base.

Elevador - Passar por uma onda grande, subindo pela frente e descendo por trás.

Evolution - prancha com mais espessura e largura, facilitando o drop e cavada. Geralmente vão de 7'até 8'6" e com bico arredondado.

Expression Session - Campeonato onde todos os surfistas entram na água e o vencedor é aquele que realiza a melhor manobra entre os competidores.

Flat - Mar liso, sem ondas.

Floater - Manobra em que o surfista flutua, quase sem contato, com a crista da onda, quando ela já está quebrando.

Free surfer - Surfista que não entra em campeonatos regularmente. Surfa por puro prazer e de preferência, longe do crowd.

Front side - é quando o surfista pega onda posicionando-se de frente para ela.

Fundo (Bottom) - Parte do fundo da prancha (onde ficam as quilhas).

Glass - Liso, água limpa e transparente, dia de ondas perfeitas, sem nenhum vento.

Grab rail - Manobra que o surfista coloca a mão na borda da prancha para pegar um tubo de back side.

Grommett - Surfista novo que tem entre 10 a 12 anos de idade.

Goofy - Surfista que pisa com o pé direito na frente (base Goofy).

Gun - Prancha grande, para ondas grandes.

Haole - Expressão havaiana para surfista de fora do Hawaii/ surfista que não é do local onde está surfando.

Hot dog - Prancha pequena, para ondas pequenas. Um surf hot dog é surfado em ondas pequenas e bem manobráveis.

Inside - Qualquer lugar dentro da arrebentação, ou seja, a própria arrebentação.

Ir Trabalhar - Ir surfar bem cedinho.

ISA - International Surfing Association.

Jaca - O cara que fica horas para pegar uma onda e quando consegue leva um caldo.

Jojolão - Vacilão, cabaço, prego.

Juaca - Aquele que é bom em pegar tubos.

Kaô - Papo furado (mó kaô= maior papo furado).

Larica - Qualquer tipo de comida de preparo instantâneo ou pronta que mate sua fome após o surf ou outras atividades.

Leash - Corda utilizada para prender a prancha ao pé do surfista.

Leque - Manobra na qual o surfista sobe ao lip da onda e quando puxa a prancha com toda força faz com que a mesma destrua o lip jogando água fazendo a forma de um leque.

Lip - Crista da onda.

Line Up - Alinhamento dos surfistas no outside (linha de formação das ondas).

Localismo - Espécie de rincha entre os surfistas, responsável por muitas brigas e confusões dentro da água, nas disputas pelas ondas. Os surfistas locais (moradores) pensam que têm mais direito ao oceano.

Long John - Roupa de borracha para proteger do frio (modelo para o corpo inteiro).

Mar Gordo - Quando o mar está com onda largas, que são difíceis de pegar quando se está muito perto do início da mesma.

Maral - Vento que sopra do mar em direção a areia, geralmente aumenta o mar.

Marola - Parte mais rasa do mar e com ondas menores.

Maroleiro - Surfista que gosta de ondas pequenas.

Merreca - Onda "péssima"; sem condições de fazer um belo Surf.

Merrequeiro - Surfista que só pega ondas pequenas.

Me Quebrei - Me dei mal.

Mormaço - Quando está cheio de surfista na área e você tenta pegar a onda na sua e os caras ficam te enchendo, pegando as ondas e vindo para cima de você.

Morra - onda grande e gigante.

Noronha - Local onde não existem direitas nem esquerdas perfeitas. Local de ondas baixas.

Off Shore - Vento lateral da terra para o mar. Este vento normalmente é quente e alisa as ondas.

On Shore - Mesma coisa que MARAL, ou seja, vento que sopra do mar para terra.

Outline - Esboço de uma prancha. É o desenho, a "linha de fora", o contorno que o shaper utiliza para começar a criar.

Outside - Qualquer local para fora da arrebentação.

Pala - Dar Bandeira é dar uma pala.

Pangas do Pântano - é aquele que mora na praia (caiçara), tem tudo para fazer o esporte (surfar) e tem medo do mar.

Paraíba - Banhista que lota a praia. Atrapalha a sua manobra no inside.

Pico - Mesmo que Point, local bom para ser freqüentado / Parte mais alta de uma onda.

Pipocar - amarelar, ficar com medo de um mar grande ou similar.

Point - Qualquer local ou lugar que as pessoas considerem interessante.

Point Break - Praia com fundo de pedra.

Pororoca - Quando as ondas vão até o raso e voltam, se chocando com as ondas que ainda estão indo, o que atrapalha o surfista quando está descendo. Também conhecido como Back Wash.

Prego - Surfista que não sabe pegar onda muito bem.

Pro - Surfista profissional, competidor e que ganha dinheiro com o esporte.

Queixão - Rabeador: Surfista que dropa no rabo da onda de outro.

Quebra-coco - Onda oca e rápida que se forma depois da onda principal estourando bem próximo da praia.

Quilha - dá segurança a prancha, direcionando-a na onda e proporcionando manobras.

Quiver - prancha.

Rabear - É quando um surfista entra na frente da onda de um outro surfista que já está dropando a mesma e acaba por quebrar o lip.

Raberar - O mesmo que rabear.

Rabuda - Roubar uma onda.

Ramado - Do lugar.

Rango - Comida.

Reef Break - Praia com fundo de coral.

Regular - Surfista que pisa como pé esquerdo na frente (base Regular).

Rip - Estar no Rip é estar em forma.

Secret Point - Local secreto.

Sessão - Parte de uma onda. Cada sessão propicia manobras diferentes.

Série - Sequência de ondas.

Show - Uma coisa boa. "O mar estava show."

Strap - O mesmo que leash ou cordinha.

Stryle - Alucinante, parecido com show.

Sufrista - Não sabe surfar, mas se acha o melhor na água, fica falando demais e surfando nada.

Swell - Ondulação.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Bede Burbdge

Bede Burbdge tem estilo bonito, com manobras fortes, e seu desempenho melhor quando o mar está grande. Em 2005, seu primeiro no WCT, travou bons duelos contra o americano Kely Slater: venceu na etapa de Bells Beach, transferida para Phillip Island. Ganhou sua vaga depois que o compatriota Richard Lovett deixou o Circuito para se recuperar de um câncer. Em 2006, conseguiu se manter entre os 27 melhores. No ano passado, fez sua melhor temporada. Abriu o ano com uma segunda colocação na Gold Coast e fechou em grande estilo: com uma vitória no Pipe Masters e o título da Tríplice Coroa Havaiana.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Surfistas

Kelly Slater
Dizem que o segredo de Kelly Slater é colocar o Surf antes de tudo, até mesmo da família. O único hexacampeão do WCT passa meses treinando nas ondas do Hawaii. Inovou o surfe mundial, incorporando ao esporte manobras radicais do skate, como o aéreo. É um surfista que se adapta e se supera em qualquer tipo de mar. Nasceu na Flórida, cresceu na beira da praia, começou a competir com 8 anos. Aos 14 anos já tinha mais de dez títulos. Aos 18 anos se profissionalizou, mergulhou de cabeça no treinamento e se tornou a maior lenda do Surf mundial.

Andréa Lopes

Desde 1987, aos 13 anos, já dava seus primeiros drops no meio da Praia da Barra no Rio. No mês de dezembro do mesmo ano participou de sua primeira competição consagrando-se campeã. A partir daí Andréa Lopes passou a ser figurinha fácil em quase todas as competições que participou. Tornou-se profissional em 1991 aos 17 anos. Em 1992 e 1993, atingiu o auge de sua carreira profissional, alcançando, ao final de apenas dois anos, a décima segunda posição no circuito mundial, entrando para o seleto grupo das Top 16. O próximo passo era entrar para as Top 8, porém, aos poucos, a rotina rígida de treino acabou tirando dela, o prazer de surfar. Andréa desenvolveu um quadro de Anorexia que desestabilizou sua carreira até 1997 quando deu a volta por cima e voltou com tudo. Mas para saber o resto você terá que acessar o site dessa surfista cuja vida serve de exemplo para várias iniciantes no esporte.

Raoni Monteiro

Surfista da safra brasileira de 82 (nasceu dia 07/08/1982), aprendeu a surfar com seu pai em Saquarema (praia carioca). Impressionou todos, desde cedo, com seu talento e vontade de vencer. Conquistou vários títulos e deixou muitos cascas grossas para traz. Seu site oficial está "cool", com uma diagramação bem produzida. Traz notícias do seu período atual, perfil, galeria de fotos, loja, links e downloads.

terça-feira, 8 de junho de 2010

As 7 maiores bnadas de surf

Dick Dale
The Ventures
The Trashmen
Beach Boys (do começo)
The Surfaris
The Cantays
Link Wray

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Algumas modalidades de surf

Aéreo: manobra em que o surfista e a prancha saem da onda e voltam a entrar nela em seguida.
Aloha: saudação havaiana.
Arrebentação: distância que vai das ondas até a área onde arrebentam as ondas.
ARS: manobra inventada pelo australiano Eppo, que consiste em dar no ar um rolo seguido de um 360o.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

As melhores praias pra pratica do surf no Brasil

 Pico - Ubatuba

Itamambuca:
Palco das mais importantes competições de surf do Brasil, é uma das praias mais constantes do país no quesito ondas, rePalco das mais importantes competições de surf do Brasil, é uma das praias mais constantes do país no quesito ondas, recebe todo tipo de ondulação, sendo a ondulação de sul a que proporciona as melhores. Longas direitas que proporcionam muitas manobras e o rio que desemboca no canto direito produz um canal que conduz mais facilmente os surfistas para além da arrebentação.cebe todo tipo de ondulação, sendo a ondulação de sul a que proporciona as melhores. Longas direitas que proporcionam muitas manobras e o rio que desemboca no canto direito produz um canal que conduz mais facilmente os surfistas para além da arrebentação.

Praia do Félix:
Onda para surfistas mais experientes, quebra preferencialmente no canto esquerdo e ocasionalmente no meio da praia. No canto esquerdo quebram ondas perfeitas e extremamente tubulares, funciona com ondulação de leste, no canto direito não quebram ondas sendo local propício para banhistas e crianças, cuidado com os borrachudos.

Vermelha do Norte:
Semelhante a Vermelha do Centro, sempre com ondas tubulares e rápidas, muito procurada por surfistas, possui infra-estrutura (restaurante/duchas/lanches) e areias grossas. Funciona melhor com ondulação de leste.

Praia Grande:
A mais freqüentada de Ubatuba, tanto por surfistas como por banhistas o que em dias de ondas muito pequenas torna difícil a prática do surf. Recebe ondulações de leste/sul/sudeste. Com ondulação de leste as melhores opções ficam mais para o meio da praia (posto de salva-vidas), com a ondulação de sul o canto do baguary (esquerdo) é a melhor opção com suas esquerdas longas e perfeitas, local este sempre requisitado para realização dos campeonatos de surf, ponto onde funciona a escolinha   municipal   de   surf   e   no   quiosque.


quinta-feira, 1 de abril de 2010

A Onda perfeita - o Surf conheça algumas curiosidades

A palavra surf pode ser encontrada como sendo arrebentação das ondas, espuma ou som das ondas de arrebentação, ressaca. Mais do que isso, entretanto, o surf é um vício, uma terapia do corpo e da mente que faz com que muitos "amantes das ondas" deixem o trabalho por algumas horas pelo simples prazer de cair no mar. Repleto de gírias, modismos e neologismos, o surf há muitos anos deixou de ser uma simples forma de lazer para se tornar uma mania nacional. Tatuagens, parafina no cabelo, brincos e colares de hippies, o surf inventa estilos, difunde conceitos e lança moda. Foi a partir dele, por exemplo, que surgiram gírias tão conhecidas como crowd, point, etc. Até mesmo desportos tão expressivos como o windsurf, o skate e o sandboard (surf nas dunas) surgiram a partir do surf. Surfar hoje em dia é muito mais do que mobilizar centenas de surfistas para correr um campeonato. É criar um estilo próprio de viver e de vestir-se.

A restrita bibliografia sobre o surf aponta o seu surgimento nas Ilhas Polinésias, através dos povos nativos, em virtude da sua própria cultura de subsistência, a pesca. Constantemente tinham que atirar-se ao mar com seus barcos feitos artesanalmente para pescar e, quando voltavam, deslizavam sobre as ondas para chegar mais rápido à terra firme. De acordo com Gutemberg (1989) este ritual acabou tornando-se um hábito entre as civilizações daquela região.
Mais tarde porém, nas ilhas do Havai, o surf começou a ser praticado pelos antigos reis havaianos com pranchas feitas de madeira, extraídas de árvores locais (Rosa, 1996). Os nativos possuíam um ritual religioso para o fabrico das suas pranchas. Uma vez escolhida a árvore, o ritual era iniciado. Colocava-se ao pé do tronco um peixe vermelho chamado kumu e a árvore era cortada. Nas raízes fazia-se um buraco onde, com uma oração, era enterrado o kumu. Em seguida era dado início ao trabalho de modelagem ou shape (forma da prancha); as ferramentas, lascas de pedras e pedaços de coral eram usados até chegar à forma desejada. Com coral granulado (pokaku ouna) e um tipo de pedra bem dura (oahi) era iniciado o trabalho de acabamento para eliminar todas as marcas da fase anterior e tentar alisar a superfície o máximo possível. Com a superfície lisa, eram aplicadas as raízes de uma árvore chamada hili, para dar uma cor negra. Outras substâncias eram utilizadas para impermeabilizar a madeira como forma de encerá-la (Bastos, 1987).
No meio da população nativa havaiana o surf era intimamente ligado às raízes culturais. Ao realizarem determinadas manifestações religiosas, os nativos deixavam oferendas próximas à base dos coqueiros para crescer um outro coqueiro.

Esse ritual fazia parte de uma manifestação cultural aborígene havaiana, expressando agradecimento pelos alimentos fornecidos pelos coqueiros e pelas folhas do pé de coco na construção dos telhados das moradas e para propiciar o surf.
Era um ritual festivo, onde os chefes agradeciam aos deuses as farturas do mar, das ondas e os prazeres de brincar nas suas águas. Alguns indícios apontam 1500 anos atrás como sendo o período em que os polinésios desciam as ondas com pranchas de surf feitas de tábuas de madeirite (compensado dos navios ingleses). Como no Havai, o surf na Polinésia estava associado às raízes religiosas, culturais e de algum modo, sociais (Farias, 1995).
As raízes culturais do surf, através do ritualismo, impunham aos nativos uma determinada hierarquia de prática. Aos reis e suas proles era permitido surfar na posição de pé. As pranchas maiores eram denominadas de alla. Tinham sete pés de tamanho e eram mais aperfeiçoadas, pois faziam parte de todo um ritual de confecção e só podiam ser utilizadas pela realeza.
As pranchas menores ou alaia, pranchas mal acabadas, desprezadas pelos chefes, eram destinadas aos nativos ou súbitos que estavam mais próximos da família real. O restante da tribo tinha restrições para a sua prática. Já naquela época os aborígenes pertencentes à família real realizavam competições, lutas mortais e outros combates por causa do surf. Praticar o surf era proveito dos mais nobres e destemidos (Farias, 1995).
Até o início do século, a maioria dos havaianos praticava o surf como actividade de lazer. Este hábito passou a ser encarado de outra forma quando o então campeão olímpico de natação, o havaiano Duke Kahanamoku, começou a divulgar o desporto em outros países por onde passava, quando exercia sua função.
Em muitos países o surf começou a ser praticado regularmente, e por volta dos anos 20 começaram a aparecer os primeiros campeonatos na Califórnia (Rosa, 1996). Bob Simons criou a primeira prancha de fibra em 1949. Em meados de 1950, as pranchas passaram a ser comercializadas e na década de 60 o surf tornou-se competitivo e profissionalizante. A partir daí a evolução das fábricas de pranchas, roupas e outros equipamentos destinados ao surf foram constantes. Em 1975, o surf era reconhecido mundialmente como um desporto ligado directamente à natureza, ganhando assim um número considerável de praticantes em vários locais onde as condições do mar eram propícias. Foi criada então uma entidade a fim de desenvolver o surf profissional - a IPS (International Profissional Surfers), realizando campeonatos pelos principais pontos de prática de surf. Actualmente quem organiza e realiza o circuito mundial de surf é a ASP (Association of Surfing Professionals).