quinta-feira, 8 de abril de 2010

As melhores praias pra pratica do surf no Brasil

 Pico - Ubatuba

Itamambuca:
Palco das mais importantes competições de surf do Brasil, é uma das praias mais constantes do país no quesito ondas, rePalco das mais importantes competições de surf do Brasil, é uma das praias mais constantes do país no quesito ondas, recebe todo tipo de ondulação, sendo a ondulação de sul a que proporciona as melhores. Longas direitas que proporcionam muitas manobras e o rio que desemboca no canto direito produz um canal que conduz mais facilmente os surfistas para além da arrebentação.cebe todo tipo de ondulação, sendo a ondulação de sul a que proporciona as melhores. Longas direitas que proporcionam muitas manobras e o rio que desemboca no canto direito produz um canal que conduz mais facilmente os surfistas para além da arrebentação.

Praia do Félix:
Onda para surfistas mais experientes, quebra preferencialmente no canto esquerdo e ocasionalmente no meio da praia. No canto esquerdo quebram ondas perfeitas e extremamente tubulares, funciona com ondulação de leste, no canto direito não quebram ondas sendo local propício para banhistas e crianças, cuidado com os borrachudos.

Vermelha do Norte:
Semelhante a Vermelha do Centro, sempre com ondas tubulares e rápidas, muito procurada por surfistas, possui infra-estrutura (restaurante/duchas/lanches) e areias grossas. Funciona melhor com ondulação de leste.

Praia Grande:
A mais freqüentada de Ubatuba, tanto por surfistas como por banhistas o que em dias de ondas muito pequenas torna difícil a prática do surf. Recebe ondulações de leste/sul/sudeste. Com ondulação de leste as melhores opções ficam mais para o meio da praia (posto de salva-vidas), com a ondulação de sul o canto do baguary (esquerdo) é a melhor opção com suas esquerdas longas e perfeitas, local este sempre requisitado para realização dos campeonatos de surf, ponto onde funciona a escolinha   municipal   de   surf   e   no   quiosque.


quinta-feira, 1 de abril de 2010

A Onda perfeita - o Surf conheça algumas curiosidades

A palavra surf pode ser encontrada como sendo arrebentação das ondas, espuma ou som das ondas de arrebentação, ressaca. Mais do que isso, entretanto, o surf é um vício, uma terapia do corpo e da mente que faz com que muitos "amantes das ondas" deixem o trabalho por algumas horas pelo simples prazer de cair no mar. Repleto de gírias, modismos e neologismos, o surf há muitos anos deixou de ser uma simples forma de lazer para se tornar uma mania nacional. Tatuagens, parafina no cabelo, brincos e colares de hippies, o surf inventa estilos, difunde conceitos e lança moda. Foi a partir dele, por exemplo, que surgiram gírias tão conhecidas como crowd, point, etc. Até mesmo desportos tão expressivos como o windsurf, o skate e o sandboard (surf nas dunas) surgiram a partir do surf. Surfar hoje em dia é muito mais do que mobilizar centenas de surfistas para correr um campeonato. É criar um estilo próprio de viver e de vestir-se.

A restrita bibliografia sobre o surf aponta o seu surgimento nas Ilhas Polinésias, através dos povos nativos, em virtude da sua própria cultura de subsistência, a pesca. Constantemente tinham que atirar-se ao mar com seus barcos feitos artesanalmente para pescar e, quando voltavam, deslizavam sobre as ondas para chegar mais rápido à terra firme. De acordo com Gutemberg (1989) este ritual acabou tornando-se um hábito entre as civilizações daquela região.
Mais tarde porém, nas ilhas do Havai, o surf começou a ser praticado pelos antigos reis havaianos com pranchas feitas de madeira, extraídas de árvores locais (Rosa, 1996). Os nativos possuíam um ritual religioso para o fabrico das suas pranchas. Uma vez escolhida a árvore, o ritual era iniciado. Colocava-se ao pé do tronco um peixe vermelho chamado kumu e a árvore era cortada. Nas raízes fazia-se um buraco onde, com uma oração, era enterrado o kumu. Em seguida era dado início ao trabalho de modelagem ou shape (forma da prancha); as ferramentas, lascas de pedras e pedaços de coral eram usados até chegar à forma desejada. Com coral granulado (pokaku ouna) e um tipo de pedra bem dura (oahi) era iniciado o trabalho de acabamento para eliminar todas as marcas da fase anterior e tentar alisar a superfície o máximo possível. Com a superfície lisa, eram aplicadas as raízes de uma árvore chamada hili, para dar uma cor negra. Outras substâncias eram utilizadas para impermeabilizar a madeira como forma de encerá-la (Bastos, 1987).
No meio da população nativa havaiana o surf era intimamente ligado às raízes culturais. Ao realizarem determinadas manifestações religiosas, os nativos deixavam oferendas próximas à base dos coqueiros para crescer um outro coqueiro.

Esse ritual fazia parte de uma manifestação cultural aborígene havaiana, expressando agradecimento pelos alimentos fornecidos pelos coqueiros e pelas folhas do pé de coco na construção dos telhados das moradas e para propiciar o surf.
Era um ritual festivo, onde os chefes agradeciam aos deuses as farturas do mar, das ondas e os prazeres de brincar nas suas águas. Alguns indícios apontam 1500 anos atrás como sendo o período em que os polinésios desciam as ondas com pranchas de surf feitas de tábuas de madeirite (compensado dos navios ingleses). Como no Havai, o surf na Polinésia estava associado às raízes religiosas, culturais e de algum modo, sociais (Farias, 1995).
As raízes culturais do surf, através do ritualismo, impunham aos nativos uma determinada hierarquia de prática. Aos reis e suas proles era permitido surfar na posição de pé. As pranchas maiores eram denominadas de alla. Tinham sete pés de tamanho e eram mais aperfeiçoadas, pois faziam parte de todo um ritual de confecção e só podiam ser utilizadas pela realeza.
As pranchas menores ou alaia, pranchas mal acabadas, desprezadas pelos chefes, eram destinadas aos nativos ou súbitos que estavam mais próximos da família real. O restante da tribo tinha restrições para a sua prática. Já naquela época os aborígenes pertencentes à família real realizavam competições, lutas mortais e outros combates por causa do surf. Praticar o surf era proveito dos mais nobres e destemidos (Farias, 1995).
Até o início do século, a maioria dos havaianos praticava o surf como actividade de lazer. Este hábito passou a ser encarado de outra forma quando o então campeão olímpico de natação, o havaiano Duke Kahanamoku, começou a divulgar o desporto em outros países por onde passava, quando exercia sua função.
Em muitos países o surf começou a ser praticado regularmente, e por volta dos anos 20 começaram a aparecer os primeiros campeonatos na Califórnia (Rosa, 1996). Bob Simons criou a primeira prancha de fibra em 1949. Em meados de 1950, as pranchas passaram a ser comercializadas e na década de 60 o surf tornou-se competitivo e profissionalizante. A partir daí a evolução das fábricas de pranchas, roupas e outros equipamentos destinados ao surf foram constantes. Em 1975, o surf era reconhecido mundialmente como um desporto ligado directamente à natureza, ganhando assim um número considerável de praticantes em vários locais onde as condições do mar eram propícias. Foi criada então uma entidade a fim de desenvolver o surf profissional - a IPS (International Profissional Surfers), realizando campeonatos pelos principais pontos de prática de surf. Actualmente quem organiza e realiza o circuito mundial de surf é a ASP (Association of Surfing Professionals).