quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Pedro Martins de Lima

Pedro Martins de Lima (14 de Setembro de 1930), é considerado o primeiro surfista português e é conhecido como o "pai do surf português".

Filho de família de cavaleiros, começou a aprender hipismo com apenas seis anos de idade. Interessou-se por esqui e por vela, entre outros desportos. A sua paixão pelo mar, levou a que praticasse pesca submarina, mas passou rapidamente da caça para a fotografia subaquática, fato que o levou a conhecer Jacques Cousteau, chegando mesmo a fazer mergulho com ele. 

 Em 1946, já se tinha apaixonado pelo surf, mas a falta de equipamento não o permitia praticar, tendo-se iniciado no bodysurfing, graças a umas barbatanas que um amigo lhe trouxera de Inglaterra3 . Finalmente em 1959, conseguiu adquirir a sua primeira prancha de surf, iniciando as suas primeiras tentativas na modalidade. 

Ao longo da sua vida, esteve sempre ligado ao mar, vindo a aprender windsurf aos 50 anos de idade. É também relações publicas, em Portugal, da empresa Lightning Bolt.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

José Otávio

José Otávio, fluminense de Niterói, treinado nas pesadas ondas de Itacoatiara é um dos destaques nacionais quando o assunto é "extreme" bodyboard. Campeão brasileiro Pro em e vice-campeão pan-americano em '97, campeão do ISA Games em 1998 e bicampeão carioca Pro dentre outros, Joselito "sem noção" foi o único representante brasileiro no Sumol Nazaré Special Edition 09, evento especial da International Bodyboarding Association, que rolou na praia do Norte, na cidade de Nazaré, Portugal.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Carlos Burle

Carlos Alberto Burle Filho (Recife, 9 de Novembro de 1967) é o mais renomado surfista brasileiro da atualidade. Está no Guinness Book com a maior onda surfada no planeta. Campeão Mundial em Ondas Gigantes, Burle chamou a atenção do mundo em novembro de 2001, em Mavericks, na Califórnia, quando surfou a maior onda já registrada até então, com 68 pés (cerca de 22 metros). 

Mas este feito só foi possível graças ao Tow-in, uma modalidade introduzida ao surf. Para isso, Burle contou com a experiência de outro big rider (surfista de ondas gigantes) para rebocá-lo, o também pernambucano Eraldo Gueiros. Mas antes da famosa onda em Mavericks, Carlos Burle já tinha entrado para a história do surfe mundial. Em 1998 na perigosa onda de Killers, na Baía de Todos os Santos, México, Burle sagrou-se Campeão Mundial de Ondas Grandes na remada, sem auxilio do Jet ski, competindo contra nomes de peso do big surf mundial como o australiano Ross Clark Jones e o havaiano Brock Little. Nascido em Recife, Pernambuco, Carlos Burle tem uma relação íntima e visceral com a água e seus movimentos. 

Ainda adolescente, enquanto a molecada da época sonhava em ser Pelé, ele preferia ficar no mar, foi quando descobriu que seu maior compromisso era com o surfe, um esporte que proporciona uma total comunhão com a natureza. Hoje, Carlos Burle é um caçador de ondas gigantes, sinônimo de conquistas dentro e fora d'água para o esporte brasileiro - uma referência para todos que iniciam no surfe. Ele contribuiu para a profissionalização e a criação de novas modalidades dentro do seu esporte. Um exemplo é o tow in, onde o surfista é rebocado pro um jet ski para descer ondas enormes, ultrapassando os limites do que era possível e imaginável até seu surgimento. 

Além do free surf, estilo que permite ao surfista viajar em busca de ondas perfeitas sem o compromisso com competições, carreira em que ele foi o primeiro do Brasil e um dos primeiros do mundo a seguir. Ele, aos 43 anos, já conquistou os principais títulos dentro do seu esporte. 

Em 1998, no primeiro Campeonato Mundial de Ondas Grandes na Remada, disputado em Todos os Santos, no México, sagrou-se campeão pela primeira vez. Na Califórnia, em 2001, surfou a maior onda de sua vida, e a maior do mundo até então, com 22,6 metros, em um local conhecido como Mavericks, algo inacreditável para a época. Este feito lhe rendeu uma menção no Guinness Book of Records e o título daquela temporada no XXL, o Oscar do surfe em ondas grandes. Foi o primeiro brasileiro, com o parceiro Eraldo Gueiros, a surfar a onda oceânica de Cortes Bank, a 100 milhas da costa de San Diego. Foi, até hoje, o único brasileiro a participar do Eddie Aikau, evento de ondas grandes que é realizado no berço da modalidade, a Baía de Waimea, na Ilha de Oahu (Havaí), e que é para atletas convidados - em sua lista principal estão apenas os 28 mais respeitados pela comunidade do big surf. E, recentemente, sagrou-se campeão do primeiro circuito mundial de ondas grandes na remada, na temporada 2009/2010. 

Devido a estes - e outros - feitos tão importantes, Burle quebrou barreiras e paradigmas que o surfe brasileiro enfrentava.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A história do surfe

A origem do surfe é disputada entre os povos peruanos e polinésios. A prática de deslizar sobre as ondas há muito tempo já era conhecida pelos povos polinésios, que povoaram grande parte das ilhas do Oceano Pacífico, além do litoral pacífico das américas. Os primeiros relatos do surfe dizem que este foi introduzido no Havaí pelo rei polinésio Tahíto. Outros relatos dão conta de que, muito antes dos havaianos, antigos povos peruanos já se utilizavam de uma espécie de canoa confeccionada de junco para deslizar sobre as ondas. 

O primeiro relato escrito da observação de pessoas a fazerem surf, foi feito pelo navegador Inglês James Cook que gostou do esporte por se tratar de uma forma de relaxamento3 . Utilizavam-se, inicialmente, no Hawaii pranchas de madeira e, no Peru, de junco. As pranchas eram fabricadas pelos próprios usuários. Acreditava-se que, ao fabricar sua própria prancha, se transmitiam todas as energias positivas para ela e, ao se praticar o esporte, se libertava das "energias negativas". 

Os primeiros praticantes desse esporte acreditavam que sua prática seria um culto ao espírito do mar. O reconhecimento mundial do esporte veio com o campeão olímpico de natação e pai do surfe moderno, o havaiano Duke Paoa Kahanamoku. Ao ganhar a medalha de ouro nos jogos olímpicos de 1912, em Estocolmo, o atleta disse ser um surfista e, desse modo, passou a ser o maior divulgador do esporte no mundo. Com isso, o arquipélago do Havaí e os seus esportes típicos passaram a ser reconhecidos internacionalmente. No início do século XX, Duke promoveu o surfe, iniciando demonstrações noutras regiões do mundo como a Califórnia, França , Austrália, América do Sul e África. 

Por volta da década de 1940, o esporte popularizou-se na costa oeste dos Estados Unidos, tornando-se popular entre os jovens, principalmente nas praias do sul da Califórnia. Então, com o início dos primeiros campeonatos de surfe em 1974, o surfe tornou-se popular em todo o mundo, no início de um emergente profissionalismo. A evolução do surfe moderno foi especialmente marcado pela apresentação de novos modelos de pranchas de surfe, como a prancha twin-fin de Mark Richards em 1980 e, depois, pela prancha tri-fin de Simon Anderson em 1981. 

Esses Australianos tornaram esse país o detentor do maior número de campeões mundiais de surfe. A organização do campeonato mundial é responsabilidade da Associação de Surfistas Profissionais. Pode-se afirmara que o surfista mais conhecido do mundo é o Floridense Kelly Slater, que soma 11 títulos mundiais